IRS Consignado

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    Quando o Estado cobra imposto, está a apossar-se de uma parte da nossa propriedade privada. O que ganhámos com o nosso trabalho e suor, pertence-nos, é propriedade nossa que o Estado nos rouba. Por exemplo,  quando compro um casaco por 100,00 euros, 23 euros vão directos aos cofres do Estado e esse dinheiro, que me pertence, será administrado a seu belo prazer por outros, sem eu poder ter uma palavra a dizer. Não temos qualquer voz activa, para decidir onde o Estado deve gastar o dinheiro que nos tira dos impostos.

    Uma das formas de podermos tomar conta do dinheiro que nos é tirado, é o chamado IRS consignado, parte do imposto que podemos entregar a uma entidade ou uma instituição quando preenchemos a declaração de rendimentos. Esse dinheiro que  consignamos é desviado do Estado para uma instituição à  escolha de cada um (Quadro 11 do Modelo 3 do IRS).

     Da declaração anual de rendimentos vai resultar a liquidação do IRS, isto é, o IRS a pagar ou a receber depois de deduzidas as despesas aos rendimentos obtidos no ano anterior. Se a minha retenção na fonte for de 800 euros, mas, depois de fazer contas, terei de pagar 600 euros de imposto. O Estado terá de me devolver 200 euros, ficando ainda com 400. Deste montante a reverter para o Estado, eu posso dizer onde quero que vá parar 0,5%, neste caso, o equivalente a 2,00 euros. Este é o IRS consignado.

Proposta

A nossa proposta é passar imediatamente para 10% o IRS consignado, libertando as entidades e as instituições de direito privado da dependência e subserviência do Estado através do sistema da subsidio-dependência. Recebendo o dinheiro directamente das pessoas, não necessita de receber do Estado, evitando imediatamente a tentação de corrupção, do nepotismo e do compadrio que anda tão associado ao financiamento de algumas destas instituições (Cf. Caso Raríssimas).

Mas haveria instituições que iriam receber muito e outras pouco! Problema delas! Teriam que mostrar aos contribuintes a qualidade e a importância do seu trabalho e até da sua existência! Aparecia então a saudável concorrência entre instituições, sobrevivendo aquelas que melhor serviço prestam aos cidadãos.

Quanto mais dinheiro subtrairmos aos políticos e aos que se fazem donos do Estado, mais liberdade conquistamos e mais livre será a nossa sociedade!